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A população de Patos de Minas enfrenta dias de sofrimento e indignação diante de uma crise no abastecimento de água que já deixou moradores por até cinco dias sem fornecimento nas torneiras. O problema atingiu diversos bairros e provocou situações que chamaram a atenção pela gravidade: famílias precisando buscar água em uma antiga bica para conseguir realizar atividades básicas dentro de casa.
Sem saber quando o abastecimento seria completamente normalizado, moradores chegaram a formar filas no bairro Lagoinha, carregando baldes, panelas e garrafas PET para conseguir água. A situação comprometeu tarefas essenciais, como cozinhar, tomar banho, lavar roupas e garantir água para beber.
JUSTIÇA REAGE E ESTABELECE MULTA MILIONÁRIA
Diante da dimensão do problema, a Prefeitura de Patos de Minas recorreu à Justiça para exigir providências da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Na noite de quarta-feira (4), a Justiça determinou o restabelecimento imediato do abastecimento de água, estabelecendo multa de R$ 1 milhão por dia caso a concessionária descumpra a determinação.
A decisão representa uma pressão sobre a companhia para solucionar definitivamente o problema enfrentado pelos moradores.
COPASA ATRIBUI CRISE A PROBLEMAS NA REDE
A Copasa informou que os transtornos começaram após uma intervenção realizada na segunda-feira (2), envolvendo a interligação de novas redes de distribuição.
Segundo a companhia, os trabalhos fazem parte de um investimento de R$ 74 milhões para substituir aproximadamente 64 quilômetros de tubulações antigas.
A empresa alegou que, durante a retomada do abastecimento, foram formados bolsões de ar nas tubulações, dificultando a circulação da água e atrasando a recuperação da pressão na rede.
Em atualização divulgada na quarta-feira (4), a Copasa informou que 22 dos 29 bairros inicialmente afetados já estavam com o abastecimento regularizado. Outros sete ainda apresentavam interrupções ou oscilações pontuais.
A previsão da companhia era concluir a normalização completa até a manhã desta quinta-feira (5).
MINISTÉRIO PÚBLICO TAMBÉM ACOMPANHA O CASO
A crise também passou a ser acompanhada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que abriu procedimento para investigar as interrupções e cobrar explicações da concessionária.
A Promotoria solicitou que a Copasa informe, em até 48 horas, se o abastecimento foi integralmente normalizado. A empresa também deverá apresentar esclarecimentos sobre as causas do problema, as providências adotadas e a assistência aos consumidores prejudicados.
O Procon Municipal também entrou no caso para investigar possíveis irregularidades na prestação do serviço.
POPULAÇÃO AGUARDA SOLUÇÃO
Mesmo com as explicações apresentadas pela concessionária e as medidas adotadas pelas autoridades, moradores aguardam que o abastecimento seja efetivamente normalizado.
A água é um serviço essencial e sua falta compromete diretamente a saúde, a higiene e a dignidade das famílias.
O episódio reacende o debate sobre a qualidade dos serviços públicos e a responsabilidade das concessionárias em garantir o fornecimento regular à população.
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